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Investigação mais perto dos portugueses
Rede Cochrane

Investigação mais perto dos portugueses

por Ana Maia

«Diário de Notícias», 24/06/14

Portugal assina hoje um protocolo com a rede Cochrane, uma associação internacional sem fins lucrativos que trabalha para dar a informação concreta, simplificada e traduzida em português sobre várias doenças.

Qual o benefício da fisioterapia na doença de Parkinson? A pergunta é simples, mas a resposta... pode ser muito complicada. Sobretudo se existirem dezenas ou centenas de estudos e ensaios clínicos feitos em todo o mundo e em inglês.

A partir de hoje as perguntas dos doentes, médicos, investigadores, farmacêuticos ou qualquer outro interessado podem ser fáceis de aceder. Portugal assina um protocolo com a Cochrane, criada há mais de 20 anos, para criar uma rede portuguesa que integra três centros de revisão sistemática de informação clínica e que vai promover a ligação com países de língua oficial portuguesa.

"O que a rede Cochrane faz, através de trabalho voluntário, é a revisão sistemática de todos os estudos que existem, agrupa a informação e chega a determinadas conclusões que são as de melhor qualidade e que devem formar as decisões dos diferentes interessados: médicos, gestores, associações de doentes e decisores políticos. Com a melhor evidência científica procura responder a questões muito concretas", explica ao DN António Vaz Carneiro, da faculdade de medicina de Lisboa e um dos diretores da rede portuguesa.

Um trabalho longo, mas que pode ajudar muitas pessoas. "Há áreas com mais de 500 ensaios clínicos. Se for uma área muito investigada, este trabalho pode levar seis meses a um ano com quatro pessoas a trabalhar a tempo inteiro", adianta. E estamos a falar apenas de uma pergunta.

Portugal tem um dos 53 centros revisores de grupos de doenças. É no Porto que funciona o centro das doenças do movimento, em que a maior é Parkinson. "Neste momento temos mais de 100 revisões sistemáticas e protocolos publicados, que correspondem ao mesmo número de perguntas. Temos 461 pessoas envolvidas. Destas, 406 são autores espalhados por vários países, como Portugal, Alemanha, Espanha, Reino unido, Médio Oriente", adianta ao DN João Costa, responsável pelo grupo das doenças do movimento.

 
 
   
 
 
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