(.../...) A presença da APDPk não teve o resultado esperado, mas fizemos o que nos competia - marcámos presença!
Como diz o ditado popular: "Quem não aparece esquece!"
Não é isso que queremos!
O Congresso contou na sua sessão de encerramento, com a Sr.ª Ministra da Saúde, Ana Jorge e com o Primeiro Ministro, José Sócrates.
Nos seus discursos enalteceram o Serviço Nacional de Saúde, bem como as reformas realizadas nos ultimos anos. No final José Sócrates, fez ainda questão de agradecer ao fundador do SNS, António Arnaut, por no ano de 1979 ter fundado o SNS.
Durante o evento, António Arnault foi homenageado pelo contributo dado ao SNS, a exemplo do ex-ministro da Saúde Paulo Mendo e dos antigos bastonários da Ordem dos Médicos Santana Maia e Gentil Martins, entre outras personalidades
António Arnaut por seu lado, defendeu neste congresso a criação de um imposto especial, aplicado "a rendimentos a partir de determinado montante", para garantir o financiamento do sistema, caso seja "absolutamente necessário".
No entanto, António Arnault frisa que o modelo de financiamento do SNS só deve incluir um imposto especial depois de esgotados todos os mecanismos de redução da despesa supérflua que, actualmente, atinge o Serviço Nacional de Saúde, observou.
As alterações à organização e modelo de gestão do SNS "devem ser amplamente discutidas" e o financiamento do sistema garantido pela redução da despesa.
Melhor aproveitamento dos recursos
"É preciso resolver o desperdício de 25% assinalado pelo Tribunal de Contas", frisou.
Outras medidas, preconizou, passam pelo cumprimento "integral" dos horários dos profissionais de saúde e o funcionamento dos blocos operatórios das unidades de saúde "segundo a sua capacidade".
"Hoje há blocos a funcionar a um terço da sua capacidade", disse.
O antigo ministro dos Assuntos Sociais do II Governo Constitucional, que viu aprovado, em 1979, o seu projecto de criação do Serviço Nacional de Saúde foi um dos participantes no congresso "30 anos SNS", que se realizou a 26 e 27 de Março em Coimbra.
Durante o evento, António Arnault vai ser homenageado pela contributo dado ao SNS, a exemplo do ex-ministro da Saúde Paulo Mendo e dos antigos bastonários da Ordem dos Médicos Santana Maia e Gentil Martins, entre outras personalidades.
Filosofia solidária
Para António Arnault, um dos grandes méritos do SNS, apesar das dificuldades suscitadas pela oposição inicial "foi conseguir criar um apreço generalizado na sociedade e no país".
"Hoje a ideia é aceite por todas as forças políticas e por toda a gente, todos o defendem. Hoje é uma árvore com raízes bem vincadas no coração dos portugueses", frisou.
Apesar de garantir que o SNS "não tem detractores", apontou a existência de "adversários disfarçados".
"São os grandes grupos económicos com interesses no sector privado que andam a ver se o debilitam e não estão interessados na sua eficiência. Quanto mais deficiente e ineficaz mais clientela têm", acusou.
Para António Arnaut, o Serviço Nacional de Saúde é um imperativo constitucional e ético que "não pode ser objecto de comércio"
"Não é um produto artesanal", sustentou.
Com SOL | LUSA |