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| PARKADINA - um medicamento em falta ... | NOTICIA ACTUALIZADA |
Desde o dia de ontem (seg. feira - 9 de Maio), que a comunicação social vem dando noticia da falta no mercado de um medicamento essencial para a vida dos DP - a PARKADINA!
O Infarmed diz que não pode ajudar pacientes com Parkinson
Jorge Torgal, presidente do Infarmed, disse esta seguda-feira que lamentava a situação dos pacientes com Parkinson, que não podem comprar o principal medicamento para tratar a doençar por estar esgotado nas farmácias há quase um mês, acrescentando que nada pode fazer para ajudar os doentes.
O presidente do Infarmed disse que não podia ajudar os pacientes com Parkinson que não podem comprar o medicamento Parkadina nas farmácias, esgotado há quase um mês, referindo que o laboratório que produz o fármaco suspendeu a sua produção com o objectivo de rever os preços aplicados.
O responsável afirma que há alternativas ao fármaco em causa e não descartou a possibilidade de importar o medicamento no caso de haver uma socilitação, o que não aconteceu até ao momento.
As declarações do Jorge Torgal foram feitas depois de a Associação Nacional de Farmácias ter alertado esta segunda-feira que o Parkadina estava esgotado no mercado português desde 18 de Abril.
A “Parkadina”, um medicamento utilizado para controlar os movimentos involuntários dos doentes com Parkinson, está a escassear nas farmácias portuguesas. O laboratório Basi interrompeu a produção para revisão de preços, confirmou o Infarmed, citado pela TSF. Ainda não há data prevista para a resolução da falta do medicamento utilizado diariamente por cerca de cinco mil utentes do problema.
"Inicialmente, tentámos resolver a falta através de empréstimos de medicamentos a outros doentes que tinham mais ou fomos pedindo a farmácias onde ainda estavam à venda", disse a presidente da Associação Portuguesa do Doente de Parkinson (APDP), citada pela Lusa. Outra solução foi diminuir a dose diária recomendada pelo médico.
A falta deste medicamento, que tem como substância ativa a amantadina, pode levar a uma diminuição da qualidade de vida dos doentes, já que os sintomas da doença deixam de estar controlados, acrescentou Helena Machado.
Confirmando as queixas de doentes, que têm cada vez mais dificuldade em encontrar o medicamento, um neurologista do Hospital de Santo António, no Porto, afirma à Antena1 que não há alternativa ao "Parkadina". No entanto, Alexandre Mendes desvaloriza a falta, dizendo que este não é o único fármaco que controla os sintomas da doença e que a sua ausência terá pouco impacto na motricidade dos doentes.
“O medicamento não é dos fundamentais no tratamento”, sendo utilizado para controlar “movimentos involuntários”, embora “nalguns doentes tenha um benefício importante”, explicou.
Por seu lado, a neurologista do Hospital de São João, também no Porto, Carolina Almeida Garrett, sublinha que determinados doentes ficam sem alternativa terapêutica.
“É um fármaco que não tem qualquer alternativa. Portanto para os doentes em termos de qualidade de vida é trágico. A "Parkadina" é extremamente importante para tratar aqueles movimentos involuntários”, declarou a médica à TSF.
Sem data para comercialização
A “Parkadina” começou a escassear desde há um mês, mas foi dado como esgotado nas farmácias portuguesas em meados de abril. Ainda não há data sobre o reinício de comercialização. A associação de doentes de Parkinson nota que não é a primeira vez que se esgotam os medicamentos para Parkinson.
A associação lembra que a substituição do fármaco deve ser orientada pelo médico. O “Parkadina” é sujeito a receita médica e a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode chegar aos 90 por cento.
A dificuldade dos doentes com Parkinson em adquirir o fármaco comercializado pela Basi foi avançada na edição desta segunda-feira do “Jornal de Notícias”. Apesar de estarem diagnosticados cerca de 20 mil doentes de Parkinson em Portugal, o fármaco é prescrito a cinco mil pessoas.
Infarmed refere revisão de preço
A associação de doentes e as farmácias procuram os motivos da escassez do medicamento. À rádio TSF, o presidente do Infarmed referiu que a produção da “Parkadina” foi suspensa por causa de revisão de preço.
“Lamentamos esta situação mas, do ponto de vista legal, é normal. Não é um medicamento essencial” existindo “alternativas terapêuticas”, embora compreendamos que os doentes estejam habituados a esta medicação”, disse Jorge Torgal.
O Infarmed admite a possibilidade de aquisição do “Parkadina” no estrangeiro, mas só se for registado algum pedido para importação. “Se houver entidades hospitalares que façam o pedido do medicamento isso pode suceder mas duvidamos que isso aconteça porque não é um medicamento que salve a vida das pessoas. É um medicamento importante para doentes porque o fazem há muito tempo”, referiu.
Jorge Torgal classifica a situação de “preocupante”, uma vez que é “muito relevante” a “adaptação de cada doente à terapêutica”. A saída do mercado do medicamento implicaria a reavaliação de cada doente que o está a utilizar.
TVI
O Parkadina, um dos principais medicamentos utilizado no tratamento dos sintomas da Parkinson, está esgotado nas farmácias portuguesas. A informação foi avançada, esta segunda-feira, pelo «Jornal de Notícias» (JN) e confirmada ao tvi24.pt pela Associação de Doentes de Parkinson.
«Os doentes têm notado dificuldades em comprar o medicamento. Essa dificuldade começou há um mês e tem-se agravado», conta Helena Machado, presidente da Associação de Doentes de Parkinson.
«Não sabemos se o problema está na origem, ou seja, no laboratório, se na distribuição. Com o laboratório, o atendimento telefónico é complicado e não temos conseguido falar com eles», diz Helena Machado, em declarações ao tvi24.pt.
De acordo com o JN, sete farmácias contactadas em Lisboa e no Porto dizem não ter o medicamento há já várias semanas. Só duas em Lisboa disseram ter apenas uma embalagem cada. A falta do medicamento não põe em risco a vida do doente, mas potencia uma degradação da sua qualidade de vida. A Associação tem estado a aconselhar os doentes a consultar o seu médico assistente, no sentido de encontrar uma alternativa, já que o Parkadina não tem genérico, nem substituto.
«O problema coloca-se no doente que deixa de comprar o medicamento porque ele não existe na farmácia e não tem acesso ao seu médico assistente», teme Helena Machado.
O medicamento em causa é fabricado por um laboratório sedeado em Coimbra, os laboratórios Basi, e distribuído por uma empresa farmacêutica de Mortágua, a FHC. O tvi24.pt tem, ao longo da manhã, tentado contactar ambas as empresas, mas, até ao momento, tal revelou-se impossível.
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