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Gene defeituoso pode explicar maior incidência de Parkinson nos homens

«Os homens têm uma probabilidade 1,5 vezes maior de contrair a doença de Parkinson do que as mulheres», sublinhou Eric Villain, professor de genética humana na faculdade de medicina David Geffen da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

A equipa de Villain descobriu que o gene «SRY», descoberto em 1990 e responsável pelo factor de diferenciação do sexo masculino no embrião, está presente na «substância negra» que faz parte da parte do cérebro afectada pela Parkinson, uma doença neurológica incurável que afecta o sistema nervoso central e afecta progressivamente as capacidades motoras.

As células da substância negra produzem um neuro-transmissor, a dopamina, que comunica com outras zonas do cérebro que controlam os movimentos e a sua coordenação.

«Pela primeira vez, descobrimos que as células do cérebro que produzem a dopamina dependem de um gene específico do sexo masculino para funcionar correctamente«, afirmou Villain.

O estudo feito em ratos de laboratório mostrou que a produção de dopamina nos machos era afectada por uma quebra de SRY na sua substância negra, levando-os a manifestar sintomas de Parkinson, enquanto uma quebra semelhante nas fêmeas não teve qualquer efeito.

«O SRY pode ser uma protecção contra a doença de Parkinson», avançou Villain, supondo que «os homens afectados pela doença têm talvez uma quantidade menor deste gene no seu cérebro».

A equipa da Universidade da Califórnia sugere que as mulheres têm um outro sistema de protecção da produção de dopamina, além do SRY, na substância negra, que pode ser de natureza hormonal.

«Pensamos que os estrógenos podem ter o mesmo papel que o SRY na protecção do cérebro das mulheres contra a doença de Parkinson. O nosso laboratório está a estudar essa hipótese em animais«, avançou Villain.

Para o cientista, é possível que outras doenças ligadas à produção de dopamina, como a esquizofrenia ou a dependência de substâncias como a droga, tabaco ou álcool possam ser explicadas pelo SRY.

O estudo será publicado na edição de terça-feira da revista da especialidade Current Biology.

Diário Digital / Lusa

 
 
   
 
 
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