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Home » Viver com Parkinson » Manual do Doente de Parkinson
 
Algumas actividades motoras são mais fáceis de executar que outras
Actividades motoras são mais fáceis...
 

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  • Subir as escadas é mais fácil do que caminhar em terreno plano.
  • É mais fácil andar de bicicleta do que caminhar
  • É mais fácil caminhar para trás (“às arrecuas”) (não tentar fazer isso sozinho) do que avançar
  • Alguns gestos são particularmente difíceis, como vestir um casaco, sair de um carro, virar-se na cama, assim como efectuar alguns gestos rotativos ou alternados; mexer uma colher numa tigela, lavar os dentes, limpar os pés em cima de uma esteira.
  • Transportar um objecto é um entrave ao desenrolar da marcha, mesmo se for um envelope (o peso não conta)
  • Fazer duas coisas ao mesmo tempo é complicado; andar e falar, andar e estender a mão para cumprimentar pode provocar uma hesitação. Em qualquer acção que seja voluntária e não automática, o doente deve concentrar-se em cada tarefa e evitar fazer duas coisas o mesmo tempo
    Encontramos estas dificuldade em fazer duas coisas ao mesmo tempo nos problemas da atenção Alguns doentes queixam-se de falhas de memória, embora se trate, por vezes, de falta de atenção; se o doente está ocupado a vestir-se, a enfiar o braço na manga (gesto particularmente difícil) no momento em que lhe diz; “Traz as chaves que estão em cima da cómoda”, é provável que este não memorize esta frase, tão ocupado que está a “pilotar” a sua motricidade (ver “Problemas da Memória”).
  • Alguns doentes, em momentos de bloqueio motor, ficam como que perdidos na sua motricidade. Um doente dizia: “Quando fico bloqueado, peço á minha esposa que me indique os movimentos que devo executar; avança um pouco, vira à direita, dá meia volta, agora podes sentar-te..."Passa-se tudo como se a doença impedisse o doente de organizar as diferentes sequências motoras, o encadeamento de gestos necessários à realização de uma tarefa.
  • O freezing (congelamento), ou seja, a variação súbita da motricidade, tão própria da doença, é descrito no capítulo "Problemas da marcha".
  • Qualquer pequena coisa faz variar os sintomas da doença. Há dias em que os doentes se sentem quase libertos dos seus problemas motores, enquanto que há outros em que a doença está claramente presente. Estas variações que surgem de um dia para o outro, instalam-se durante vários dias.
  • Paralelamente a estas variações motoras, podem surgir verdadeiras "flutuações psíquicas". Pouco frequentes, mas reais, estas aparecem em doentes com grandes flutuações motoras ligadas às doses de L-Dopa. Trata-se da instalação rápida, em alguns minutos e no momento do bloqueio motor (período chamado de "OFF"), de um estado de ansiedade importante, que não está relacionado com a situação que está a decorrer, e que por vezes é um verdadeiro ataque de pânico. Podem juntar-se a isso ideias depressivas: o doente tem então o sentimento que está "perdido", que o bloqueio motor vai ser definitivo, que já não vai melhorar...". A ansiedade e os sentimentos de desalento desaparecem tão depressa como surgem, a partir do momento em que a L-Dopa volta a agir, e o doente volta ao seu estado anterior sem qualquer lembrança deste instante penoso, ao contrário das pessoas que o rodeiam. Um doente dizia: "É como se tivesse dentro de mim dois comportamentos que não comunicam entre si, às vezes não comunicam entre si, às vezes estou em "On" no meu estado normal, outras vezes, estou em OFF, muito deprimido". O doente não consegue discernir estes fenómenos apesar de se reproduzirem várias vezes por dia, como se bloqueio motor, acompanhado de ansiedade e de sentimentos depressivos, fosse cada dia um fenómeno novo.

Apesar desta aparente complexidade, existem algumas regras:

  • A uma noite  má sucede normalmente um mau dia;
  • O humor tem um papel importante: em caso de depressão, os sintomas motores da doença podem aumentar entre 20 a 30%;
  • Após uma actividade física excessiva (jardinagem, caminhada muito longa), o doente arrisca-se a sentir no dia seguinte uma acentuação transitória dos sintomas: aumento do tremor, aparecimento de cãibras ou cansaço. Nesta doença é necessário manter actividades ligeiras, sem fixar um objectivo, fazer as coisas ao seu ritmo.

A consulta desenrola-se normalmente bem, no plano motor, graças à motivação do doente e ao elo de confiança estabelecido com o seu médico. Muitas vezes, os sinais são menos graves no consultório que em casa e os familiares do doente não compreendem; ouve-se frequentemente este lamento: "Se tu estivesses todos os dias assim em casa, como estás agora, era muito bom".

 Com a ajuda destas informações, é possível aprender a conhecer e a "gerir o seu stress", bem como elaborar estratégias de controlo (exercícios respiratórios, luta contra pensamentos automáticos do estilo "eu não vou conseguir...").

 

As pessoas que rodeiam o doente têm todo o interesse em compreender a origem e os efeitos destas variações motoras ou psíquicas.

 

Deste modo, através do conhecimento destes "caprichos". o doente e os que o rodeiam aceitarão melhor esta doença, por vezes, bastante desconcertante.

 
 
   
 
 
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