(.../...) possibilidade de naquela os sintomas poderem ser razoavelmente controlados com medicamentos e no caso dos parkinsonismos os sintomas serem total ou parcialmente resistentes à medicação. A resposta dos sintomas de parkinsonismo à terapêutica dopaminomimética constitui mesmo uma prova diagnóstica, isto é, se há uma resposta positiva com a levodopa o diagnóstico de doença de Parkinson idiopática é mais provável.
O tratamento da doença de Parkinson é ainda exclusivamente sintomático e os objectivos desse tratamento podem ser classificados da seguinte forma:
a) controlo dos sintomas característicos da síndrome parkinsónica (tremor, rigidez, bradicinésia);
b) controlo das complicações que surgem no contexto do tratamento com levodopa (flutuações da resposta motora, movimentos involuntários);
c) prevenção/retardamento do aparecimento das complicações referidas em b).
Tradicionalmente, de acordo com uma visão simplista mas útil da fisiopatologia da doença de Parkinson, dividiam-se os medicamentos utilizados no seu tratamento em anticolinérgicos e dopaminomiméticos. Hoje sabemos que outros sistemas de neurotransmissão são relevantes, nomeadamente o sistema glutamatérgico, mas é ainda útil utilizar a divisão em anticolinérgicos e dopaminomiméticos, embora este último grupo contenha vários subgrupos distintos.
Fonte: INFARMED
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