A Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, recebeu, no dia 7 de novembro, mais uma sessão de sensibilização sobre a doença de Parkinson. Ao todo, mais de 80 participantes, entre cuidadores formais e informais e portadores da patologia, estiveram reunidos para obter mais informação e estratégias para lidar com uma doença que já afeta mais de seis milhões de pessoas em todo o mundo.
Promovida pela Câmara Municipal de Loures, em parceria com a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), a iniciativa contou com a presença de neurologistas, terapeutas e psicólogos, que tiveram como missão esclarecer os participantes sobre os sintomas e a forma como a doença é diagnosticada e tratada.
A abrir a sessão esteve a vereadora da Câmara de Loures com o pelouro da Saúde e Assuntos Sociais, Maria Eugénia Coelho, que reforçou a ideia de que “este é um concelho que se pretende adequado a pessoas de todas as idades. Por isso – continuou a autarca – é necessário que parcerias como esta continuem com este ritmo, ajudando-nos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que estejamos adaptados a todas as fases da vida dos nossos cidadãos”, concluiu.
Após a apresentação da APDPk, Rita Moiron Simões, neurologista, começou por explicar o que é a doença de Parkinson, sinais e sintomas e tratamento: “Esta é uma doença que afeta 6,3 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, são cerca de 20 mil os portadores desta patologia que afeta 1% da população com mais de 65 anos”, informou.
“A principal causa está relacionada com a diminuição da libertação de dopamina, uma substância que, de modo figurativo, podemos comparar ao combustível dos automóveis. Se nos faltar essa substância, falta-nos a força e a agilidade”, explicava Rita Moiron Simões
Gabriela Fonseca, neurofisioterapeuta, partilhou o seu saber na área da fisioterapia, dando a conhecer estratégias facilitadoras do dia-a-dia do paciente e de quem lida de perto com os portadores da doença. “Costuma dizer-se que um doente de Parkinson é um prisioneiro no seu próprio corpo. O que a fisioterapia faz, mais não é do que complementar o tratamento com medicamentos. Com a progressão da doença, os efeitos tornam-se menos satisfatórios e a fisioterapia dá uma preciosa ajuda.”
A especialista deu ainda exemplos de estratégias para o quotidiano dos pacientes, como por exemplo qual a forma correta de levantar o doente de uma cadeira ou modos de facilitar a marcha, seja através de música, com linhas no chão ou através da contagem mental de passos.
O programa desta ação de informação só ficou completo com a discussão de várias outras temáticas, tais como “Comer bem e comunicar melhor”, pela terapeuta da fala, Rita Loureiro, e “Disfunções sexuais na doença de Parkinson”, pelo psicólogo Nuno Marques.
Fonte:site da Câmara Municipal de Loures
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