simples da vida quotidiana e, frequentemente, em estado de repouso. Paralelamente a este tremor, os movimentos parecem retardados, menos rápidos e o conjunto da dinâmica corporal parece diminuído. Os gestos estão perturbados, a mão fica como que retida na sua acção: parece que todos os gestos pesam.
Estas dificuldades anunciadoras da doença surgem, em média, perto dos 60 anos, podendo ser vistas como um elemento do envelhecimento, ainda mais porque nesta altura da vida, têm lugar outros acontecimentos importantes como a reforma. Para muitos doentes, a sintomatologia é muitas vezes considerada como a expressão de um certo desânimo ou de uma perda de motivação.
O médico observa este tremor bastante evidente, desde os primeiros momentos da consulta. À medida que o doente se descontrai, o sintoma desaparece ou é atenuado, para voltar a acentuar-se no início do exame clínico ou com esforços intelectuais (descrição dos primeiros sinais, dos antecedentes médicos, exercícios de cálculo mental, etc.)
O exame motor revela uma clara lentidão de movimentos: os movimentos simples como brincar com marionetas ou trocar rapidamente os dedos, são, anormalmente, lentos.
O conjunto destes sintomas resulta de uma perturbação de circuitos motores. A partir deste momento, existe uma forte suspeita de diagnóstico de doença de Parkinson ou de síndroma parkinsónico.
No entanto a doença de Parkinson, embora inquietante, não é mortal e é raramente hereditária. A sua origem continua a ser desconhecida. Não existe até ao momento, nem tratamento preventivo, nem tratamento da causa: é por isso que não é urgente iniciar um tratamento em casos de distúrbios funcionais moderados.
No entanto, em casos de distúrbios graves, existem numerosos tratamentos eficazes que permitem retomar ou prosseguir uma actividade normal sem grandes constrangimentos. O progresso terapêutico deixa vaticinar uma eficácia cada vez maior.
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